• Judiciário Exponencial

Incentivo à democratização do desenvolvimento

*Por Alessandra Karine, Vice-Presidente de Vendas do Setor Público da Microsoft Brasil




“A inovação só é proporcionada através de pessoas” é o que sempre fazemos questão de reforçar aos nossos parceiros e clientes. A tecnologia e os profissionais por trás dela são dissociáveis. No entanto, engana-se quem acredita que apenas aqueles com vasto conhecimento de diferentes linguagens tecnológicas é quem podem desenvolver aplicações com o potencial de beneficiar o andamento de processos e otimizar as mais diversas rotinas de trabalho, seja em empresas ou em órgãos públicos.


No setor judiciário, vimos em 2020 um salto enorme na utilização de ferramentas e plataformas que pudessem viabilizar o trabalho remoto, além do crescente interesse na utilização da Inteligência Artificial e de armazenamento e gerenciamento de dados em nuvem a fim de integrar áreas e órgãos.


Porém, há ainda mais espaço para crescer, principalmente, quando pensamos nos profissionais que atuam no setor e nas demandas que eles desenvolvem. Digo isso, pois são eles que conseguem visualizar as maiores lacunas no dia a dia de atuação nos diferentes órgãos judiciais, seja em âmbito municipal, estadual ou nacional, e ter ideias de como melhorá-los com o uso da tecnologia e quiçá implementá-las a partir do uso de soluções que proporcionem a democratização do desenvolvimento.


Uma pesquisa desenvolvida pelo Gartner mostrou que a demanda por aplicativos móveis está crescendo cinco vezes mais rápido do que os departamentos de TI podem comportar. Isso significa que a inovação, cada vez mais, deverá vir de dentro e centrada nos profissionais. Na Microsoft, acreditamos que todas as companhias são empresas de tecnologias, exatamente por elas terem o potencial de enxergar e implementar a transformação digital, além de servirem como exemplo para o setor e expandirem a inovação por todo território nacional e talvez até no mundo.


Como mencionei anteriormente, essa transformação, muitas vezes, não precisa de uma solução de grande robustez e isso se dá pela disponibilidade de plataformas de código baixo, mais conhecido como low code, que consiste em oferecer um ambiente para a criação de aplicativos com pouca ou nenhuma necessidade de programação, baseando-se mais na interface de desenvolvimento visual. Assim, pessoas não especialistas também podem criar aplicações tanto para benefício interno, quanto para a otimização de atendimento dos cidadãos.


De acordo com outro levantamento do Gartner, realizado em 2019, até 2024, 65% das aplicações empresariais serão desenvolvidas no modelo low code. Na Microsoft, por exemplo, disponibilizamos o Power Platform, uma plataforma que permite que as equipes criem e lancem aplicações a partir de modelos pré-moldados, incluindo recursos de Inteligência Artificial, análise de dados e automatização de processos com base no modelo de computação em nuvem.


Impulsionar a transformação digital no setor público como um todo, parte dos mesmos princípios que sempre reforçamos com os nossos clientes: incentivar a participação, as ideias e o desenvolvimento de projetos pelos profissionais e equipes internas que fazem do serviço público uma realidade; bem como em focar nas necessidades de seu público final.


Tudo isso, quando se trata do setor jurídico, é proporcionar um debate constante e a tomada de decisões sobre formas de aprimorar e aumentar a qualidade na prestação de serviço à população, em especial aqueles em situações de vulnerabilidade social e que necessitam de um apoio do funcionalismo público para assegurar seus direitos.

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