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Está preparado para se tornar um super-humano?

Atualizado: Mai 16

Por Ademir M. Piccoli

Advogado por formação, mas, acima de tudo, um empreendedor nato, movido pela ideia de que é possível transformar a Justiça no Brasil, melhorando o acesso, a efetividade e a celeridade com inteligência, tecnologia e inovação. Autor do livro Judiciário Exponencial: sete premissas para acelerar o processo de inovação e transformação digital no ecossistema de justiça.



Peter Diamandis, da Singularity University, destacou em uma das suas megatendências que a colaboração entre inteligência artificial (IA) e inteligência humana aumentará rapidamente em todas as profissões e a medida que ascenderem as possibilidades de contratação de IA como serviço, permitirá que as pessoas se conectem à tecnologia em todos os aspectos de seu trabalho, em todos os níveis e em todos os setores. Essa tecnologia se tornará tão arraigada nas operações diárias, que serão colaboradores cognitivos, que apoiarão, não só em atividades repetitivas, mas, em tarefas criativas e gerando inovação. Em alguns segmentos, a parceria com a IA se tornará um requisito. Por exemplo: no futuro, fazer certos diagnósticos sem consultar a IA pode ser considerado uma negligência.



Não há dúvidas de que nossos comportamentos e hábitos estão passando por profundas transformações e, claramente, as principais tendências mostram que os avanços tecnológicos vão impactar o futuro do trabalho.



MAS, SERÁ QUE ESTAMOS PREPARADOS?


A adaptação a todos esses cenários não é fácil. Porém, é possível. Pense: quantas experiências digitais estamos vivendo durante este momento de isolamento?


A pandemia está fazendo com que a sociedade adote novos comportamentos e, desse modo, estamos sendo forçados a experimentar algumas soluções e, automaticamente, à medida que absorvemos essas inovações, aprendemos mais sobre como otimizar nosso tempo e gerar mais resultado.


O Gartner aponta como tendência, o uso da tecnologia para aprimorar as experiências cognitivas e físicas de uma pessoa. O aprimoramento físico é quando a tecnologia altera uma capacidade ao implantá-la dentro ou sobre o corpo. Por exemplo, o uso de wearables para melhorar a segurança do trabalhador ou a performance física. Já o aprimoramento cognitivo eleva a capacidade do ser humano de pensar e tomar melhores decisões, por exemplo, explorando informações com Inteligência Artificial.


Ou seja, o aprimoramento humano será uma questão de sobrevivência profissional, uma vez que nossas experiências serão cada vez mais orquestradas individualmente. Isto é: ou você se adapta, ou além de competir com robôs, terá de competir com super-humanos aprimorados pela tecnologia.



Por isso, mantenha sua mente aberta e pense: quais habilidades poderia aprimorar com o uso de novas tecnologias?


Outro detalhe, note que, para ir além, também, é preciso desenvolver competências sociais e relacionais, elas serão a chave dessa nova fase, pois, mesmo que muitas tendências apontem para a hiperautomação, as habilidades humanas, como empatia e a criatividade ainda são o que nos diferenciam das máquinas.


Carol Dweck, psicóloga da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, e autora do livro “Mindset: A Nova Psicologia do Sucesso”, desenvolveu um estudo de décadas sobre a maneira como as pessoas pensam e qual a atitude mental que direciona suas ações, o que ela chama de mindset. Ela descobriu que o sucesso não depende exclusivamente das nossas habilidades, mas, também, de como enfrentamos as situações do dia a dia, o que pode ser com atitudes fixas ou de crescimento.


Em todo esse contexto, existem pessoas que desenvolvem uma atitude mental fixa acreditam que suas habilidades são imutáveis, que estão condicionadas a seus níveis de inteligência e que, assim, permanecerão. Além disso, acreditam em talentos naturais e evitam mudanças, pois temem o fracasso.


Por outro lado, há pessoas que desenvolvem uma atitude mental de crescimento creem que suas habilidades podem mudar com seus esforços, pois acreditam que o fracasso é uma oportunidade de aprender e, desse modo, não têm medo de enfrentar as mudanças. Ou seja, o sucesso para elas está mais ligado ao aprendizado, mesmo quando não atingem alguma meta.


Portanto, o mais importante da pesquisa é que, mesmo que sua atitude mental seja fixa, ela pode ser alterada, pois de acordo com Dweck, os mindsets nada mais são do que crenças e elas são poderosas, mas, são, apenas, algo que está na tua mente e, por isso, você pode mudar.



MAXIMIZE SUAS HABILIDADES!




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